Início Exclusivo VozProf Injustiça por parte do Ministério da Educação. Vivemos numa anarquia sei lei...

Injustiça por parte do Ministério da Educação. Vivemos numa anarquia sei lei nem rei nem rock!

3194
1
Chegou-nos ao Blogue mais uma denúncia, desta vez sobre a palhaçada que é a Avaliação de Desempenho Docente (ADD).
Já tivemos oportunidade de escrever sobre o assunto (ADD) e consideramos também nós aqui no blogue uma verdadeira palhaçada e pior que isso é alguns colegas usarem-na como arma contra outros!
Fica o depoimento…

Tendo sido premiada com um projeto SIC Esperança no valor de 34.000 euros, um projeto único no país no biénio 2013-2014 e 2014-2015, fui agraciada com o valor de Muito Bom na comissão de avaliação docente na Escola Básica de Matosinhos no que compete à apreciação do parâmetro “Projetos Inovadores”.
Nesse biénio fizemos concertos e bandas com alunos provenientes de um meio-sócio cultural muito desfavorecido nomeadamente a comunidade piscatória de Matosinhos. Estes alunos mereciam permanecer nas Bandas Musicais com a condição de manterem bons níveis escolares nas disciplinas de Matemática, Português, Educação Física, Música e demais disciplinas que correspondem ao currículo de cada ano de escolaridade.
No segundo ano desse biénio a avaliação nesse mesmo padrão foi de insuficiente para o mesmo projeto onde se acrescentaram muitos eventos, alunos, no encetar de uma iniciativa em fase experimental. Neste prémio foi assinado um Protocolo que nomeadamente na alínea d) diz que o projeto tem como fim a “autonomia do ensino da Música na Escola Básica de Matosinhos”. Sendo que no ano 2015 em Julho recebi uma carta a dizer que não me havia horário para atribuir visto que a escola iria optar por uma diferente oferta de escola para o ano subsequente.
Sendo Quadro de Escola já desde 2006 nesta escola fiquei deitada por terra. Porque muito trabalhei na minha área de leccionação. Mas as invejas, as ganâncias e a falta de proteção que a lei oferece permite todos os tipos de anarquias possíveis e imaginárias. A agravar este quadro no ano 2014/2015 e tendo eu a minha filha de 5 anos a frequentar a creche desta agrupamento no mesmo edifício, sendo esta escola uma escola pertencente aos mais recentes edifícios escolares existentes, e sendo eu docente do 7º, 8º e 9º ano de escolaridade no mesmo edifício, sendo mãe e pai – ou seja uma família monoparental constituída por mim e menina de 5 anos à data, fui para a advogada, em lágrimas e terrível angústia. É de salientar que este ano escolar eu tive em casa e de surpresa a Diretora da CPCJ de Matosinhos e a Técnica Principal de Assistência Social em casa de surpresa. De salientar que estas Técnicas vieram sem avisar – procedimento ao que parece que é o mais costumeiro – para apanhar os ditos pais de surpresa. E assim foi.
Mais de salientar que nesse ano a educadora Irene da Sala 1 não me telefonou para convocar para uma reunião a dizer que havia qualquer tipo de dúvida acerca do bem estar da minha filha na altura com 5 anos.
Parece também que o Nuno Crato esteve na escola. A Diretora da Escola é uma senhora que conheço desde 2001-2002 pois nesse ano estive nessa escola ainda como QZP em regime de licença com vencimento por doença, a trabalhar na biblioteca. É uma senhora simpática e que trabalha bastante. É casada com um Juíz importante cá em Matosinhos.
Ora a situação já não era fácil antes disto porque ser mãe e pai desde que a Maria nasceu foi difícil. Teve um grave acidente aos 9 meses – uma queimadura muito muito grave. E eu já tinha tido um CPCJ obrigatório nas situações de acidente e já arquivado nesta data e um outro CPCJ porque na altura em que a minha filha nasceu pus o pai dela fora de minha casa – logo que ela nasceu. Porque não o pude pôr fora antes visto que ele me agredia -grávida – por duas vezes e muito gravemente ao ponto de ter apresentado queixa na polícia e me ter apresentado em tribunal – claro que as marcas já tinham desaparecido porque as sessões de verificação das lesões são marcadas muito previamente  e por isso eventualmente já não há indícios – o que aconteceu. Arquivei as queixas. Mas estão lá!
Acontece que a lei da autonomia das escolas é perversa. Uma lei que dá mais poder às autarquias do que ao diretor e que no entanto mantém o diretor pergunto se não se aplica o velho ditado – “Haja quem nos governe!” porque para qualquer instituição funcionar tem de ter uma hierarquia clara e forte. Dando poder às autarquias mas sem retirar o Ministério da Educação torna a Educação num fenómeno impossível porque passam a reinar interesses próprios à deteriori de interesses de ordem puramente educacional. Ora educar é ajudar as crianças a serem alguém na vida. Não é beneficiar professores e organizações locais utilizando o dinheiro público para pagar aos amigalhaços e políticos da mesma cor. E assim assisti à deterioração da Escola Pública. Mas sempre o denunciei. E por isso sou  posta d parte. Para que não intervenha na atual ladroagem. Será preciso perceber que o interesse público da educação vem de todos compreendermos que os nossos impostos são para pagar causas MAIORES como a saúde e a formação dos nossos filhos para que um dia sejam FELIZES e CAPAZES. Mas a educação está entregue a capangas locais que têm feito as maiores atrocidades em nome do poder que lhes deu a lei da autonomia das escolas. A presunção de que a educação deve ser igual para todos está correta. E por isso existe LEI. Ministério! Afinal para quê o Ministério? se afinal as autarquias usam como QUEREM o dinheiro público? Na minha escola – a Escola Básica de Matosinhos estão vários professores sem habilitação própria a leccionar! Nem sequer são professores alguns!!!!!?
E enfim assim é. Daí para cá ainda não consegui concorrer para um lugar efetivo noutra escola e fiquei a horário zero. Para além de que tenho na avaliação docente 7,96 que arredontaram para sete. – Vide Anexo I a este email. Fiz recurso pelo que responderam que 7,96 arredonda à décima e não à unidade e que portanto arredondaram para sete??? Tenho todos os documentos que comprovam isto. À posteriori recorri disto ao ME e tenho resposta indeferida um ano depois? Alegando que existe um decreto de 2012 que autoriza as Direções a “harmonizarem os percentis” então para quê a existência da Lei que define escala de suficiente até 6, Bom de 6 a 7, Muito Bom 8 e Excelente 9? Para quê?
Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab

Download [639.30 KB]

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia,
    Também sou docente, num outro Agrupamento do concelho de Matosinhos, e revejo-me totalmente em tudo que disse. A ADD é escandalosa, existiram telefonemas e emails, por parte da direção, a precionar avaliadores para atribuir o Muito Bom e o Excelente aos amigos. O município põe e dispõe à sua vontade, quando falou de existirem “indivíduos sem qualificação para a docência” a lecionar na sua escola o mesmo se passa na minha que não é mais do que uma forma de desperdiçar recursos financeiros… Enfim pelo que constato é um mal generalizado no concelho!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.