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Indisciplina Numa Aula De Psicologia – Vídeo

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O filme, que já tem mais de uma década,  mostra bem o que acontece em muitas salas de aula portuguesas, desde então!

A professora que passa grande parte da aula a tentar evitar os vários momentos de indisciplina.

Os alunos que riem e gozam com o momento…

O vídeo que tem pouco mais de 3 minutos deve ser visto e revisto por todos, mas sobretudo por quem continua a considerar a indisciplina algo residual e a desvalorizá-la empurrando para baixo do tapete um problema crescente e sem fim à vista.

7 COMENTÁRIOS

    • Não é isso que vai acontecer. Isto é muito semelhante a aulas que já tive, mas em idades inferiores. Alguns, chegam a correr dentro da sala, abrem torneiras, andam por cima das mesas e os professores, tentam, por cobro a cada situação que acontece. andam de um lado para outro, a fechar uma janela, a pôr a cadeira que tiraram do sítio no lugar, a apagar o os sucessivos e inóspitos acontecimentos que acontecem em todos os cantos da sala, tentando pôr nos lugares aquilo que eles tentam desalinhar. Somos gozados, sem sabermos o motivo. Somente por que sim. Um ano inteiro ou vários consecutivos, a dar aulas a turmas como estas é extremamente entusiasmante e como podem ver, muito enriquecedor! Mas estes meninos não vão limpar sanitas, como vi em alguns comentários. Estes adolescentes, vão passar de ano, porque estão dentro da escolaridade obrigatória e vai ser exigido à professora que justifique (caso dê muitas negativas), quais os motivos da sua avaliação. A professora pode até explicar correctamente tudo o que se passou nas aulas, pode apresentar as notas e avaliações dos testes e vão-lhe perguntar quais as estratégias usadas para resolver a situação. Pode até explicar o que tentou implementar. Será aplicou todas as medidas universais, específicas, e…? Vão perguntar-lhe por que motivo não cumpriu o programa? Que justifique as diferenças de avaliação entre as notas de exame,(se for o caso), e as notas dadas. Pode ainda estar sujeita a ter recursos. Se estes alunos não aprendem, a culpa será sempre dela, que não conseguiu implementar as estratégias adequadas e não soube cativar os alunos para a disciplina. Não “soube dar-se ao respeito” como muitos pais, alunos e até colegas de profissão chegam a dizer. Esta professora está em risco na sala de aula, a aguentar, uma indisciplina generalizada, impedida pelos alunos de abordar qualquer assunto do plano de aula ou dos conteúdos a abordar e a expor, mas quem será posta em causa, será ela própria. É desolador e é triste muitos considerarem estes comportamentos próprios dos adolescentes e continuarem a culpabilizar os professores, que vêem a sua auto-estima destruída, ano após ano e a tutela a desvalorizar toda a violência a que são sujeitos, só dando alguma atenção quando há agressão física (se arrancarem um olho ao professor, ou lhe deixarem marcas visíveis). Quanto a estas marcas, invisíveis aos olhos, tão graves ou mais do que outras, é como se não existissem. Geram problemas psíquicos e muitas vezes traumáticos que são de difícil tratamento e reversão. Isto tem sido escondido, pelos próprios, por vergonha perante os seus pares, pelas Direcções escolares, que não querem ser postas em causa, nem dar mau nome à escola e que de forma quase impune, deixam que dentro daquelas quatro paredes, imensos(as) professores(as) sejam humilhados, gozados, maltratados no exercício da sua profissão. Quem sabe do que se passa é cúmplice e tem pactuado, independentemente dos motivos que tiverem, para que estes professores, mulheres e homens sejam magoadas, naquilo que há de mais sagrado – a sua dignidade como seres humanos, só porque escolheram serem professores, uma das profissões que deveria ser considerada das mais nobres.

  1. Se eu fosse o professor… deixava-os a falar sozinhos na sala de aula e ia tomar um cafezinho com amigos no cafe da esquina. Isto seria uma aula completa de psicologia…

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