Terça-feira, Julho 7, 2020
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Há famílias que querem perceber primeiro se as escolas estão preparadas

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Diretores e associações de pais acreditam que nem todos os alunos vão recomeçar as aulas presenciais na segunda-feira porque há famílias que querem perceber primeiro se as escolas estão preparadas para os receber.

A perceção que temos é que na segunda-feira nem todos os alunos vão comparecer. Há pais que preferem esperar para confirmar que está tudo bem. Por isso, alguns só virão na terça-feira e outros só deverão começar a vir à escola na quarta”, disse o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima.

Depois de dois meses confinados em casa devido à pandemia de Covid-19“algumas famílias continuam receosas e precisam ganhar confiança para mandar os filhos para a escola”, alertou, por sua vez, o presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção.

“O material está a chegar às escolas e, certamente, este não será um problema”, sublinhou Manuel Pereira.

Os horários dos professores e a composição das turmas já estão desenhados para que as aulas presenciais possam recomeçar cumprindo as regras de distanciamento.

Há casos em que as turmas vão passar a ter aulas em espaços maiores, como pavilhões polidesportivos ou anfiteatros, e outros em que as turmas foram desdobradas em dois grupos para que os alunos não estejam muito próximos, acrescentou Filinto Lima.

O Ministério da Educação autorizou as escolas a contratar mais docentes em caso de necessidade, mas Filinto Lima lembrou que as escolas começam sempre por “recorrer à prata da casa”, podendo aumentar a componente letiva dos professores ou pagar horas extraordinárias.

“Conforme as famílias se vão apercebendo que está tudo a correr bem e que as regras (da DGS) estão a ser umpridas, vão deixar vir os filhos”, afiançou Filinto Lima.

Neste regresso, o responsável da Confap, Jorge Ascenção, referiu que toda a comunidade escolar tem de ser responsável por cumprir as regras: “Neste momento vamos voltar a ter liberdade condicional, se não correr bem, voltamos para a ‘prisão’”.

Portugal está desde 3 de maio em situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Até ao momento, a DGS contabilizou 1.175 mortos associados à covid-19 em 28.132 casos confirmados de infeção.

 

Fonte: TVI

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