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Escolas Regresso às aulas e às creches é prematuro e preocupante

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É um dado muito relevante: uma larguíssima maioria dos portugueses considera que é demasiado cedo para abrir creches, pré-escolar e escolas para os alunos do 11º e 12º anos. Em sentido inverso, outra larguíssima maioria considera que o Governo tomou a decisão certa ao manter suspensa a frequência presencial nos restantes ciclos de ensino.

De acordo com a sondagem Expresso/SIC realizada pelo ICS/ISCTE, os valores são expressivos e transversais entre quem tem filhos e quem não tem. São maiorias substanciais, de 72% e 62% dos inquiridos, que consideram que é demasiado cedo para abrir as creches e a educação pré-escolar, previstos para 18 de maio e 1 de junho, respetivamente. Mais de dois terços dos pais acham prematuro também pôr os filhos nas creches e três em cada quatro pais não querem que os filhos regressem à pré-escolar a tempo da época praia-campo.

Num momento em que muitos pais se encontram em teletrabalho por não terem onde deixar os filhos, seria de esperar que esta abertura reunisse maior concordância. Pelo contrário: entre os pais com filhos nestas idades, apenas 26% defendem que é o momento certo para reabrir as creches e só 15% entendem que será acertado reabrir a pré-escolar a 1 de junho.

Depois de muita hesitação e alguma polémica, a DGS acabou por publicar na quarta-feira um manual de orientações para a reabertura das creches que deixa cair os limites fixos de distância e a proibição de partilha de brinquedos (ver texto pág. 21). Os cuidados foram redobrados: todos os funcionários das cerca de 2500 instituições foram testados.

Mas os avanços e recuos, as hesitações e contradições levaram os educadores a dizerem-se “estupefactos” com as decisões tomadas. E esta sondagem — que reflete um receio real de reintegrar as crianças nas creches e pré-escolar — foi realizada ainda antes de estas regras serem conhecidas.

SECUNDÁRIO DEVIA CONTINUAR FECHADO

Para esta fase, as escolas decidiram desdobrar e trabalhar com turmas mais pequenas (até cerda de 15 alunos), com distanciamento físico de 1,5 a 2 metros entre estudantes e uso obrigatório de máscara.

Ainda assim, e apesar de inspirar menos preocupação, uma maioria (58%) dos inquiridos considera que os alunos do 11º e 12º anos não deviam retomar as aulas presenciais a 18 de maio. As diferenças entre quem tem filhos e quem não tem não são estatisticamente relevantes.

Em contrapartida, quatro quintos da amostra (81%) estão de acordo com a decisão do Governo de manter suspenso o regresso às aulas presenciais no ensino básico até ao 10º ano. Entre os pais com crianças e jovens nestas faixas etárias, a concordância com o Governo é ainda maior (90%).

Fonte: Expresso

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