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Ensino Superior | Ministério corrige regras no acesso

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A suspensão das atividades letivas presenciais nas escolas levou o Governo a anunciar mudanças na conclusão do secundário: os exames serão feitos apenas pelos candidatos ao superior e só terão de realizar os que são exigidos por cada curso. As notas que obtiverem contam somente para a média dessas provas de ingresso e já não para a classificação final da disciplina. Até aqui, contavam para ambas. Ora, os estudantes que concluíram o 12º em anos anteriores e que querem voltar a candidatar-se agora tiveram as suas médias calculadas de forma diferente e chamaram a atenção para a “injustiça” de que estavam a ser alvo. O Ministério deu-lhes razão e determinou nova alteração.

Numa primeira fase, o Governo tinha mudado as regras para os estudantes que estão agora no 12º. Por exemplo, um candidato a Medicina já não precisará do exame de Português, até aqui obrigatório para concluir o secundário. E o exame de Matemática A, que terá de fazer, contará como prova de ingresso, mas não mudará a classificação da disciplina.

A alteração aprovada esta sexta-feira atende à situação de quem concluiu o secundário em anos letivos anteriores. Para esses, os exames que fizeram deixam de contar para a sua média do secundário se as notas levaram a uma descida da classificação final da disciplina. A situação mais comum é as classificações dadas pelos professores nas escolas ao longo do ano serem mais altas do que na avaliação externa. Mas se, pelo contrário, os exames correram especialmente bem e fizeram subir a classificação final, então continuam a pesar 30%. “O método agora adotado garante a igualdade de tratamento entre os candidatos, aplicando sempre a regra mais favorável ao estudante”, explica o Ministério do Ensino Superior.

O que continuará a não ser possível este ano é tentar melhorar a média das disciplinas através da realização de exames. Estes só servem mesmo para tentar subir a média da prova específica. Com estas determinações, o Governo garante que haja menos alunos a fazer as provas. Entretanto, o ministro do Ensino Superior pediu às universidades e politécnicos para reabrir gradualmente as suas atividades — com prioridade aos centros de investigação e aulas mais práticas — a partir de maio. O distanciamento social e as máscaras serão obrigatórios.

Fonte: Expresso

1 COMENTÁRIO

  1. A questão que se coloca os alunos do 11º ano devem ou não fazer provas de exame?. Se for especifica podem e devem. Mas e as outras? Sendo este ano um ano excecional o mais provável é que para o ano sejam necessários novamente os 4 exames. Logo sem ser obrigatórios devem fazer os dois exames mesmo que não sejam específicos

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