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Directores querem prioridade aos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo no regresso presencial às aulas

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Nada que já não tivesse dito…mas importante, começar pelos mais novos que em caso de necessidade usam os espaços e salas usados pelos mais velhos (3.º ciclo e secundário) que devem manter-se em ensino à distância.


Da redução do número de alunos por turma à concentração dos horários das aulas durante a manhã ou durante a tarde, consoante os anos de escolaridade. Foram várias as hipóteses lançadas sobre a mesa pelos sindicatos e pelos representantes dos directores das escolas nas reuniões que vêm sendo mantidas com o Ministério da Educação para preparar o arranque do ano lectivo 2020/2021. Depois de o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, ter apontado 14 a 17 de Setembro como datas de arranque das aulas, e que as primeiras cinco semanas serão para recuperação das aprendizagens, os directores das escolas defenderam que, na eventualidade de nem todos os alunos poderem voltar às aulas presenciais, a prioridade deve ser dada aos alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo do básico.

Quanto aos restantes anos lectivos, e admitindo que em Setembro estejamos numa situação de saúde pública semelhante à actual por causa da pandemia, os directores enfatizaram a necessidade de as escolas se prepararem para conciliar aulas presenciais com aulas à distância. “Os alunos poderão eventualmente ir à escola alguns dias por semana ficando outros em casa, de modo a reduzir a presença de muitos alunos na escola em simultâneo”, precisou Manuel Pereira. A concentração dos horários das aulas, em que uns alunos têm aulas das 8h às 13h e os restantes das 13h às 18h, “não sendo ideal, é uma solução antiga que poderá ser recuperada” para responder ao distanciamento ditado pela crise sanitária, ainda segundo o presidente da ANDE.

Embora o Governo tenha reconhecido a necessidade de reforçar o número de professores e funcionários, o coordenador do STOP, André Pestana, lamentou que o ministério nada tenha dito quanto às condições em que serão feitas tais contratações”. “No nosso entender, o Governo devia aproveitar esta situação excepcional, sabendo-se que o coronavírus tem um efeito mais nefasto nas idades mais avançadas, para rejuvenescer a classe docente, que é das mais envelhecidas da Europa, criando condições para que os professores mais envelhecidos se possam reformar sem serem penalizados por isso”, preconizou André Pestana.

Do lado da Fenprof, Mário Nogueira pediu uma distância mínima de 1,5 metros entre os alunos do secundário e de dois metros para os três ciclos do básico. No pré-escolar, “dada a grande mobilidade das crianças, por norma, deverão ser constituídos grupos de seis crianças, podendo, excepcionalmente, chegar a dez”, precisou este sindicato, cujo líder, Mário Nogueira, se mostrou apreensivo com o atraso na definição do novo ano escolar. “A sensação com que ficámos é que está tudo na expectativa de que a situação melhore”, considerou o líder da Fenprof, dizendo-se seguro que, qualquer que seja a situação em Setembro, haverá mais despesas.

Caso avance o “plano b”, isto é, se uma eventual segunda vaga obrigar a manter o ensino à distância em maior ou menor conjugação com o presencial, num cenário que o próprio ministro foi o primeiro a apontar como possível, o SIPE diz que será precisa uma negociação colectiva para evitar que, como se verificou durante o confinamento, os professores tenham de estar constantemente conectados, “sem respeito sequer pelos períodos de almoço”. O SIPE pede ainda que os 400 milhões que deverão ser alocados à implementação de um plano tecnológico digital, que numa primeira fase irá auxiliar alunos carenciados, sejam alargados aos professores. “É essencial dar ferramentas aos professores que lhes permitam adaptar o seu trabalho a uma nova realidade”, frisou este sindicato, secundando um alerta que já havia sido deixado pelos directores das escolas.

A Fenprof apontou igualmente a necessidade de respeito pelos horários de trabalho dos professores e sugeriu que os docentes que ficarem no ensino à distância deverão ter direito a equipamentos informáticos, acesso à Internet e cartão telefónico disponibilizados pelas escolas. Ainda neste cenário de coexistência do ensino presencial com o ensino à distância, a Fenprof considera que “só excepcionalmente e por razões devidamente fundamentadas” deve haver professores com os dois regimes de trabalho: presencial e teletrabalho”. E, nestes casos, “os horários de trabalho deverão ter em conta a dispersão de solicitações a que estes docentes ficam expostos”.

Fonte: Público

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