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DGS | Vamos ter alguns casos em algumas escolas

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“Não podemos dizer que o risco é zero. Vamos ter alguns casos em algumas escolas e, dependendo das características desses casos e das dimensões, serão ativados mecanismos proporcionais para minimizar cadeias de transmissão”, explicou Graça Freitas.

A Direção-Geral da Saúde está a preparar um documento de apoio com orientações para os procedimentos a adotar nas situações em que forem detetados casos positivos de infeção pelo novo coronavírus, informou nesta sexta-feira a diretora-geral.

“Estamos a fazer um referencial que ajude as autoridades de saúde e a comunidade educativa a, perante determinadas circunstâncias, avaliarem o risco e, dessa avaliação, tomarem as medidas proporcionais”, afirmou Graça Freitas durante a habitual conferência de imprensa sobre a covid-19 em Portugal.

As circunstâncias a que a diretora-geral da Saúde se referia são eventuais casos de infeção nas escolas, possibilidade que Graça Freitas admite, apesar das medidas de segurança, sublinhando que o risco nunca será nulo.

“Não podemos dizer que o risco é zero. Vamos ter alguns casos em algumas escolas e, dependendo das características desses casos e das dimensões, serão ativados mecanismos proporcionais para minimizar cadeias de transmissão”, explicou.

Sobre o regresso às escolas, Graça Freitas acrescentou que as regras definidas pelo Ministério da Educação acompanham as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e, por isso, vão permitir que o ano letivo seja retomado com a maior normalidade possível.

A mesma normalidade não se vai fazer sentir, no entanto, nas atividades extracurriculares do Desporto Escolar.

Questionada sobre as medidas de segurança para estas atividades, a diretora-geral explicou que, para já, essa não é uma prioridade, estando atualmente em fase de conclusão um documento sobre a prática de modalidades desportivas.

“Em relação às escolas, posição da DGS é a de incentivar prática de atividade física, individual e em sala, e depois o chamado Desporto Escolar será pensado numa outra fase”, afirmou Graça Freitas.

A retoma das atividades desportivas extracurriculares dentro da escola será faseada, considerando a diretora-geral da Saúde que “não pode começar tudo ao mesmo tempo”, e só depois de definidas as normas para cada modalidade serão emitidas orientações para a prática nas escolas.

O ano letivo arranca entre 14 e 17 de setembro com aulas presenciais, depois de um ano que terminou com ensino à distância devido à pandemia da covid-19, que obrigou ao encerramento de todos os estabelecimentos de ensino em meados de março.

Em maio, os alunos do 11.º e 12.º anos puderam regressar às escolas, retomando algumas aulas presenciais, experiência que, segundo Graça Freitas, permitiu aprender que, apesar de o risco não ser inexistente, o cumprimento das medidas preventivas permite que seja reduzido.

DN

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