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Depois de 15 de Setembro, todo o país ficará em contingência por causa do regresso às aulas

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“O Governo decidiu que na próxima quinzena, que começa a 15 de Setembro, o país ficará em estado de contingência” para preparar o regresso às aulas e também o regresso de férias e de muitas pessoas ao teletrabalho.

Na semana anterior, a 7 de Setembro, haverá um “conjunto de medidas para preparar Outono e inverno”

Actualização

A experiência lá de fora – e os números desta quinta-feira – mostram que pode estar para acontecer, num horizonte muito em breve, um agravamento da situação pandémica em Portugal. O Governo garante que está de olhos postos na situação epidemiológica e por isso decidiu desde já que haverá um aumento do estado de prontidão do país, para o estado de contingência, a partir de 15 de setembro. O objetivo é ter respaldo para tomar novas medidas e “preparar o outono/inverno”.

Quais serão as medidas que resultam desta nova situação, ainda não se sabe. Lá fora, há países a impor a máscara obrigatória ou a proibição de fumar no espaço público. Por cá, o Governo ainda não decidiu as medidas, o que deverá acontecer na semana anterior à entrada do país em contingência, ou seja, no Conselho de Ministros de 8 de setembro. Antes, técnicos e políticos retomarão as famosas reuniões na sede do Infarmed, no dia 7 de setembro, para debaterem as condições de combate à pandemia, com novas regras (a exposição inicial dos técnicos será aberta à comunicação social).

As decisões foram tomadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Em Lisboa nada muda, estava em estado de contingência e assim vai continuar, com todas as medidas a serem prolongadas por mais 15 dias. O que muda é no resto do país, a partir de 15 de setembro passará também a estar em estado de contingência, o que permite ao Governo tomar novas medidas. ”O Governo decidiu que na próxima quinzena, que começa a 15 de setembro, o país ficará em estado de contingência” para preparar o regresso às aulas e também o regresso de férias e de muitas pessoas ao teletrabalho, disse a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no briefing final do Conselho de Ministros.

Esta decisão, ainda não concretizada em termos de medidas, servirá, garantiu a ministra para “preparar o outono e inverno”. Mas não só. Para já porque se prevê uma “uma alteração muito significativa em relação aos meses que temos vivido e importa antecipar” sobretudo nas “rotinas, na utilização dos transportes, no regresso às aulas”.

Além disso, tem havido “um aumento dos números [de casos] nos últimos dias e o Governo não pode ficar indiferente a esse aumento e não pode deixar de se preparar”, frisou.

Além desta decisão, o Conselho de Ministros aprovou ainda medidas de apoio aos trabalhadores que tenham de faltar ao trabalho para tratar de filhos menores e de dependentes e ainda a eliminação do fator de sustentabilidade para profissões de desgaste rápido.

Expresso

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