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Creches pedem para abrir em maio e já têm um guia sobre como fazê-lo

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São as novas datas prováveis previstas pelo Governo para o regresso das crianças e dos alunos às escolas: 1 de junho para as creches, 18 de maio no caso das aulas presenciais do 11º e 12º anos. Mas se há vários sectores de atividade, nomeadamente o pequeno comércio, que começará a funcionar já no início do próximo mês, onde vão os trabalhadores com filhos pequenos deixar as suas crianças?

É esta a pergunta que a Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular (ACPEEP) faz agora ao Governo, apelando a que estes estabelecimentos, mas também jardins de infância e “idealmente escolas do 1º ciclo e 2º ciclo, façam parte do primeiro ou do segundo grupo de reabertura (é só dar tempo suficiente para se reorganizarem com medidas e recursos), para poderem dar resposta a todos os trabalhadores que vão gradualmente regressar ao trabalho presencial em maio”.

Até porque, lembra a associação, de nada vale a um pai colocar a criança mais pequena na creche, se depois não tiver onde deixar o filho ou a filha de 5 anos ou de 9 e que não tem autonomia nem para ficar em casa, nem para aprender sozinho no ensino à distância.

A presidente da ACPEEP, Susana Batista, explica ainda que o regresso das crianças a creches e jardins de infância seria sempre uma opção dos pais. O que até ajudaria os estabelecimentos a organizar a reabertura. De acordo com o levantamento feito pelos seus associados, cerca de metade dos trabalhadores vão continuar em teletrabalho e vão querer ficar com os filhos em casa mesmo que as creches abram mais cedo. “Mas há também os que precisam de ir para o trabalho, de ganhar dinheiro, e que não têm ninguém com quem deixar as suas crianças”, lembra Susana Batista.

O facto de reentrarem menos crianças numa primeira fase permitirá gerir melhor a aplicação e cumprimento das novas regras que vão ser necessárias, sublinha ainda.

TERMÓMETROS À PORTA, SAPATOS DE FORA E MUITO RECREIO

Apesar de não ter recebido qualquer instrução do Governo ou das autoridades de saúde sobre as condições que terão de garantir, a ACPEEP adiantou-se e fez já uma espécie de guião das medidas e procedimentos a tomar para “acautelar a segurança das crianças e dos profissionais numa eventual reabertura das creches e outros estabelecimentos de ensino das crianças pequenas em maio”. O documento foi enviado ao Presidente da República e ao primeiro-ministro, adianta Susana Batista.

Nesse guia incluem-se 28 medidas a cumprir, que vão desde a medição da temperatura de todas as crianças e funcionários à entrada e ao meio dia à colocação de pontos de desinfetante para as mãos, da proibição da lavagem dos dentes até a limitações no acesso dos pais e à entrada de brinquedos e objetos, que deverá ser proibida. Quem tem mais de 65 anos ou determinadas doenças não poderá frequentar estes espaços.

As crianças devem ainda ter calçado confortável para usar apenas no interior do estabelecimento, devem passar a maior parte de tempo possível nos recreios e todos os funcionários usarão máscara ou viseira, por exemplo.

Mas caberá sempre à Direção-Geral da Saúde confirmar e/ou acrescentar outras regras. Nem todas as creches estarão já em condições de garantir tudo. Mas muitas conseguiriam abrir na segunda ou terceira semana de maio, garante Susana Batista.

Para já, há constrangimentos na aquisição de alguns produtos, como os termómetros que tiram a temperatura sem contacto. “Estão completamente esgotados no mercado e a previsão é que só haja dentro de 15 dias. Mas já estamos a fazer as encomendas”, conta a responsável. A gestão dos recursos humanos será outra das dificuldades.

Mas será preciso esperar pela próxima quinta-feira para conhecer a decisão definitiva do Governo sobre a reabertura gradual deste e de outros serviços, encerrados desde dia 16 de março.

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