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Creches e escolas à espera de datas e de regras

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Maio é o mês indicado pelo primeiro-ministro para, de forma gradual, começarem a reabrir atividades e serviços. Mas será preciso esperar mais uns dias para saber se no plano de desconfinamento, que deve ser anunciado no próximo dia 30, constam escolas e creches, como é da vontade já assumida pelo primeiro-ministro. Para já, os responsáveis destas estruturas ainda não receberam qualquer instrução sobre as condições e procedimentos que terão de ser seguidos em tempo de pandemia.

“Até agora ainda não recebemos qualquer indicação. E o Governo vai ter de pensar muito bem neste assunto. Por exemplo, não sabemos quantos alunos vão poder estar em cada sala e se será necessário contratar professores para algumas disciplinas, algo que nalgumas regiões não será fácil”, exemplifica o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima. Nos planos do Governo, havendo condições epidemiológicas que o permitam, os alunos do 11º e 12º que vão realizar exames nacionais — exigidos apenas para o acesso ao ensino superior — ainda poderão voltar às escolas este ano letivo, prolongado até 26 de junho.

Por agora, apenas se sabe que todos os que estiverem dentro da escola terão de usar máscara e que equipas do Exército irão desinfetar centenas de edifícios antes de um regresso às aulas.

A ESTREIA DA TELESCOLA

Outro caso referido por António Costa diz respeito às creches que, desejavelmente, reabrirão em maio para “apoiar as famílias e evitar que muitas estejam com perda de rendimento ou com esforço acrescido por se encontrarem em teletrabalho”. Mas também neste sector será fundamental definir novas regras, até porque as crianças até aos 3 anos não conseguem perceber ou cumprir a 100% normas de distanciamento social e higiene. A presidente da associação, Susana Batista, conta que os próprios responsáveis das instituições estão agora a pensar nas condições necessárias. Isto na sequência de um pedido do presidente da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas, feito após uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa. Do Governo, ainda não chegou nenhuma orientação.

O que já arrancou esta semana foi a nova telescola e as emissões de segunda a sexta-feira de conteúdos educativos para alunos do 1º ao 9º ano. Se o balanço fosse apenas avaliado pelas audiências, só poderia ser positivo. No primeira dia de emissão, a RTP Memória foi o quarto canal mais visto. Mais de 400 mil telespetadores chegaram a estar a ver uma aula de Português para o 1º e 2º anos.

Fonte: Expresso

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