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Creches disponíveis para reabrir em maio

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Esta decisão, a ser tomada, não me deixa tranquilo. Sabemos, pelos exemplos dos outros países, que este grupo é o menos afetado com o Covid-19. Sendo assim entre abrirem as Universidades e o ensino secundário nas disciplinas de exame e abrirem as creches, que venha o diabo e escolha, como diz a sabedoria popular.

Se nos mais velhos, ainda assim adolescentes, o perigo é real devido ao facto das suas características, nos mais novos colocam-se outros problemas tão simples como pegar ao colo, ajudar a comer, mudar a fralda…como se poderá fazer isso tudo evitando o contacto? Dir-me-ão, mas usando a máscara e álcool gel isso poderá ser evitado. Verdade, mas será que haverá capacidade, não só financeira, para adquirir esses produtos?

Fica a notícia…


Se há uma semana não havia previsão para uma eventual reabertura das instituições que acolhem e educam os mais novos, esta quinta-feira o primeiro-ministro já falou em cenários possíveis. As creches (dos 0 aos 3 anos) podem começar a reabrir em maio e os jardins de infância (dos 3 aos 5) retomariam, desejavelmente, algum tempo depois. António Costa falou no “período praia/campo”, remetendo para um regresso não antes de junho. Começar a reabertura pelas instituições que acolhem as crianças mais pequenas é fundamental para “apoiar as famílias e evitar que muitas estejam com perda de rendimento ou com esforço acrescido por se encontrarem em teletrabalho”, justificou Costa.

Mas a incerteza continua a ser grande. E ao longo das últimas semanas, um “grande número de pais”, antecipando um cenário de não reabertura até setembro, cancelaram matrículas ou deixaram de pagar mensalidades, deixando muitas escolas em situação financeira crítica”, avisa Susana Batista, presidente da Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular. A associação já enviou uma carta ao Governo a propor um conjunto de medidas, incluindo uma contribuição excecional de €150 por aluno, que compense a quebra de receitas, enquanto estas estiverem encerradas.

No caso das creches geridas por entidades não lucrativas — que representam três quartos da oferta —, o presidente da confederação das instituições particulares de solidariedade social, Lino Maia, também diz que “alguns pais” decidiram deixar de pagar. Mas que, na maioria dos casos, as reduções propostas foram aceites.

De acordo com os números do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, até ao início desta semana, 1785 empresas do sector da educação e 5543 de apoio social, onde se incluem berçários e creches, tinham requerido à Segurança Social o regime de lay-off simplificado. Integram as quase 70 mil empresas, com um universo de um milhão de trabalhadores, que recorreram ao mecanismo criado pelo Governo para subsidiar parte dos encargos com salários.

Os dados não estão desagregados, mas neste grupo estarão incluídas escolas de línguas, centros de explicações, empresas de formação e alguns pequenos estabelecimentos. Quase 80% do total de requerimentos apresentados dizem respeito a empresas com até 10 funcionários. Por regiões, a maioria está concentrada em Lisboa, Porto, Braga e Setúbal.

Quanto à possível reabertura das creches e havendo condições de saúde que o permitam, Lino Maia apoia e antecipa uma “reação positiva” por parte das creches. “Seremos sempre solução e não um problema”, referindo ainda a possibilidade de se manterem abertas em agosto.

Fonte: Expresso

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