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Covid-19. Escolas autorizadas a pagar horas extra e contratar professores

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De modo a garantir o regresso às aulas de cerca de 160 mil alunos do 11.º e 12.º ano, os estabelecimentos de ensino estão agora autorizados a completar horários de professores, pagar horas extra e até contratar docentes, avança o “Jornal de Notícias” esta terça-feira.

Esta garantia foi dada pelo Ministério da Educação e confirmada também pelos sindicatos do setor.

As normas de regresso às aulas presenciais obrigam a deixar dois metros entre cada pessoa e os sindicatos insistem que o número de alunos por sala não deve ultrapassar os 10 ou os 12.

Se assim for, as turmas que hoje tem um professor serão desdobradas em duas ou em três. Mais: os docentes que pertencem a grupos de risco continuarão em teletrabalho. Ou seja, é de esperar que sejam precisos mais professores.

As aulas dos alunos do 11.º e 12.º ano começam na próxima segunda-feira, dia 18 de maio.

FENPROF TEME NÃO HAVER CONDIÇÕES PARA REABRIR

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou ontem que não estão reunidas as condições de confiança para as escolas reabrirem parcialmente na próxima segunda-feira e anunciou a entrega de uma petição a reclamar testes de despistagem à doença covid-19 – que o Ministério diz não serem necessários.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse em declarações aos jornalistas, por videoconferência, que “não há condições, do ponto de vista de confiança”, para a reabertura das escolas para os alunos dos 11.º e 12.º anos.

A Fenprof, que reuniu com o Ministério da Educação por causa da reabertura parcial das escolas, considera “importante que toda a comunidade escolar”, incluindo alunos, professores e pessoal não docente, seja testada várias vezes para dar “confiança às pessoas”. Mário Nogueira assinalou que os professores mais velhos “correm um risco superior” de contágio.

“O futebol não pode ter um estatuto diferente da educação”, afirmou, acrescentando que “os problemas não se resolvem na escola só com máscaras e gel” desinfetante.

O dirigente da Fenprof anunciou a entrega na terça-feira, no Parlamento, de uma petição a exigir a realização de testes de despistagem à covid-19 a toda a comunidade escolar, a começar nos concelhos com mais casos de infeção.

Fonte: Expresso

 

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