Início Educação Como vai ser nas escolas?

Como vai ser nas escolas?

962
0

1. A aposta no ensino presencial é estratégia correta e desejável. O ensino à distância é um paliativo em tempo de pandemia e tem tantos inconvenientes para o desenvolvimento das crianças e para as famílias que não vale a pena voltar a enumerá-los. Bastaria a circunstância de agravar o fosso entre ricos e pobres para que fosse de rejeitar. Por estes dias, tanto no ensino público como no privado, é fundamental conhecer as regras que terão de se observar na abertura do ano letivo. E não se trata só de questões relacionadas com o distanciamento social, a organização de turmas, a profilaxia, a desinfeção de locais ou a defesa da saúde dos profissionais do setor. Melhor dito, tem a ver com isso tudo, mas em situações concretas.

Por exemplo, se há um aluno ou um professor infetado ou com sintomas suspeitos, o que acontece à turma? E à escola? Quem decide e em que prazo? Vão todos para casa? Vai só o infetado? Fazem-se os testes a todos ou espera-se pelos resultados do que aparenta estar doente? E quem dirige e determina os procedimentos? O delegado de saúde da zona? Ou está pensada a existência de uma entidade de saúde especificamente para o ensino? Há alguma articulação predefinida? Qual é?

Não falta muito para as aulas começarem, embora se saiba que há um laxismo que tenderá a retardar o seu início. É preciso que os dirigentes escolares, professores, auxiliares, os pais e os alunos com capacidade de discernimento saibam exatamente quais são as orientações, tanto ao nível da comunidade escolar como na família. Um exemplo de planificação é saber por antecipação (ou seja, desde há semanas) quais são os professores que integram grupos de risco e não podem dar aulas, acionando mecanismos de substituição. Ora, nada disso parece estar feito, o que é muito mau sinal. O ano passado foi caótico, mas havia justificações para tal. Desta feita, não podemos aceitar a ausência de planificação face a situações mais do que previsíveis por parte do Governo, dos estabelecimentos de ensino e dos professores e auxiliares, que não se podem eximir de responsabilidades. Houve muito tempo para preparar tudo e não era obrigatório terem ido para férias muitos daqueles que presentemente estão a fazer tudo a mata-cavalos.

Jornal I

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.