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Como preparar o seu filho para o regresso à creche

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Amanhã, segunda-feira, 18 de maio, é dia de regresso às creches. Os pais que têm filhos até três anos vão poder voltar a levá-los para os estabelecimentos de ensino, no âmbito da medida de desconfinamento da pandemia provocada pelo Covid-19.

Muito longe de um regresso com carácter obrigatório, nada impede que os pais que tenham essa possibilidade possam ficar com os mais novos em casa por mais uns dias. “Ainda mais se existirem irmãos mais velhos que continuarão em casa, esta será uma realidade possível”, alerta Inês Afonso Marques.

Mas para quem vive a realidade contrária, a psicóloga clínica e psicoterapeuta infantojuvenil, num testemunho ao Delas.pt, explica o que pais devem fazer e mesmo evitar dizer numa altura em que a vida da crianças volta a mudar radicalmente, muda-se para um universo conhecido cheio de diferenças, nunca esquecendo que as emoções que os mais velhos sentem arriscam depois espelhar-se nos mais novos. “A forma como os adultos gerem toda a situação é determinante para a forma como as crianças se adaptam”, sublinha a especialista.

Por isso, pede Inês Afonso Marques, “importa preparar a criança para o que vai encontrar, recorrendo a vocabulário simples e adequado à idade e ao nível de desenvolvimento da criança, importa passar uma mensagem de segurança, importa não prometer coisas que não se possam concretizar”.

Mas há mais recomendações: “Como as crianças sintonizam com grande facilidade com as emoções dos seus adultos de referência, se os pais mostrarem grande ansiedade e insegurança, ou zanga, ou confusão, o medo poderá ser ativado nos filhos e estes poderão sentir-se mais inseguros e ter maior dificuldade na adaptação”, refere a coordenadora área infantojuvenil da Oficina da Psicologia.

Para a especialista, trabalhar “a previsibilidade e a antecipação facilitará o regresso à creche”. “É muito importante dar espaço e tempo para que as crianças (independentemente da idade) possam expressar, sem receios, aquilo que pensam e sentem”, pede ainda Inês Afonso Marques.

Com mudanças tão profundas no espaço escolar, a psicoterapeuta recomenda ainda que “a dose de atenção e mimo dos pais aos mais pequenos seja reforçada”. “Fundamental: reservar diariamente um período, pelo menos 20 minutos, para partilha de um tempo de brincadeira ou diálogo onde impere a atenção plena – em que a prioridade é o fortalecimento de laços emocionais e a partilha de tempo de qualidade, em que não interessam emails, redes sociais, loiça para lavar, roupa para arrumar.

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Entre os alertas na adaptação à nova realidade, a especialista pede “a pais e educadores” para que estejam “atentos a sinais de instabilidade emocional, que poderá traduzir-se em alterações no sono, na alimentação, no comportamento e no humor”. Isto porque, lembra a psicóloga clínica, “nos mais novos, a expressão emocional nem sempre é feita através das palavras, o seu comportamento expressa muito das vivências internas, as suas brincadeiras e os seus desenhos também”.

Fonte: Delas

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