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Cobaias? | Afinal, Regresso às aulas, em maio, serve para testar o regresso em setembro |

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Afinal não e pelos exames…é apenas para testar o funcionamento em setembro, há quem vá servir de cobaia…

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Regresso às aulas presenciais vai servir para «treinar o próximo ano lectivo», diz Costa

 

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta sexta-feira, durante uma visita à escola secundária D. Pedro V, em Lisboa, que este regresso às aulas presenciais para os mais de 150 mil alunos dos 11.º e 12.º anos, na próxima segunda-feira, 18 de Maio, servirá para «treinar o próximo ano lectivo».

Enaltecendo «o esforço extraordinário» feito pela comunidade educativa, Costa entende que esta será uma forma «de todos testarem metodologias e aprenderem na prática para fazer melhor no próximo ano». «Além de professores, assistentes e alunos vamos ter a Covid» e é «preciso aprender a viver» com o vírus. O primeiro-ministro acredita que «iremos conseguir encarar o próximo ano lectivo sem o sobressalto destas semanas».

Segundo o chefe do Governo, já foram distribuídas mais de quatro milhões de máscaras às escolas que reabrem na segunda-feira, através das Forças Armadas, «para que nada falte». As normas ditam que o uso da máscara é obrigatório para alunos, professores e funcionários.

As faltas são justificadas, mas os professores deixam de ter obrigação de garantir o ensino à distância. Os alunos apenas terão aulas presenciais às disciplinas alvo de exame.

Também presente, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, realçou que «hoje é um dia especial», uma vez que «é o último dia útil antes do reinício das actividades lectivas na próxima semana». «A palavra, como tem sido até agora, é de confiança e de agradecimento para que, entre todos, possamos aumentar também a segurança.»

Tiago Brandão Rodrigues disse que houve na transição do ensino presencial para o ensino à distância «muitas dúvidas» em relação ao que seria a resposta de cada uma das escolas a «essa mudança completa de paradigma». Mas «penso que a sociedade portuguesa, no seu todo, se sente muito orgulhosa do trabalho inexcedível dos directores, dos professores e, em especial da escola pública. Todos notamos como todos os que trabalham dentro de uma escola, docentes e não-docentes, têm agora um papel absolutamente fundamental». «Mostraram que era possível mudar o paradigma e fazer possível a escola num contexto não-presencial», destacou.

Nesta fase, o ministro da Educação faz notar que, «neste esforço de desconfinamento que toda a sociedade portuguesa está a fazer, o sistema educativo dá também os primeiros passos», embora não negue que «é importante ir mais longe» para «voltarmos a esse ‘novo normal’». «Começamos pelos alunos do décimo primeiro e décimo segundo anos porque têm exames e não podem fazer recuperação», justificou, insistindo que «essa recuperação tem de acontecer durante o próximo ano lectivo».

O governante deixou ainda uma palavra aos assistentes operacionais, pelo seu papel «na contenção da propagação do vírus», juntamente com os professores, e para que «o ‘novo normal’ possa ser cumprido».

Mais de cinco mil pedem testes antes do regresso às aulas

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) não tem, contudo, o mesmo entendimento e, neste momento, o abaixo-assinado promovido pela estrutura sindical, que pedem testes à Covid-19 para toda a comunidade escolar, já ultrapassou as 5500 assinaturas. «Esta petição já foi entregue, em formato petição, na Assembleia da República», revelou a Fenprof, num comunicado divulgado ontem, mas a recolha de assinaturas mantém-se.

Além disso, a Fenprof divulgará, esta sexta-feira, o Manual de Procedimentos, Condições e Exigências que será distribuído aos professores, que «será um instrumento de apoio aos docentes sobre as condições do regresso e quais deverão ser as suas exigências, designadamente em nome da segurança sanitária» que, em tempo de pandemia, «não poderá ser aligeirada».

Recorde-se que as escolas estão encerradas desde 16 de Março, quando o Governo decidiu suspender todas as actividades lectivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas online e a receber os trabalhos por e-mail ou pelo correio. O terceiro período arrancou a 14 de Abril e a telescola a 20 de Abril.

As emissões diárias são transmitidas na RTP Memória, acessível por cabo ou satélite e por Televisão Digital Terrestre nas seguintes posições: TDT – posição 7, MEO – posição 100, NOS – posição 18, Vodafone – posição 17 e Nowo – posição 13.

Há actividades lectivas todos os dias úteis da semana, das nove horas da manhã até às 17:50 horas. Cada aula tem a duração de 30 minutos e vão ser dadas a alunos de dois anos em conjunto (1.º e 2.º), (3.º e 4.º), (5.º e.6.º), (7.º e 8.º) e 9.º ano.

A emissão de cada dia dos módulos individualizados está disponível online e é ainda disponibilizada uma aplicação móvel com todos os conteúdos.

O #EstudoEmCasa também está no YouTube, através de cinco novos canais. Há aulas do pré-escolar ao ensino secundário.

A RTP 2, por sua vez, transmite conteúdos para crianças do pré-escolar, entre os três e os seis anos.

Em Portugal, os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde apontam para 1.184 vítimas mortais associadas ao novo coronavírus e 28.319 casos de infecção.

Portugal está desde 3 de Maio em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em Estado de Emergência (de 19 de Março a 2 de Maio). Esta nova fase prevê, contudo, o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infectou quase 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

*Notícia actualizada às 10:41

Fonte: Executive

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