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Bullying: “Campanhas avulsas surtem poucos ou nenhuns efeitos” – Sara R. Oliveira – Educare

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O Observatório Nacional do Bullying, iniciativa da Associação Plano i, surgiu há dias para recolher informações sobre situações de bullying em contexto escolar, através de um questionário online, disponível no site da associação, que deve ser preenchido por pessoas que são ou foram vítimas de bullying, que são ou foram testemunhas de bullying, ou que tomaram conhecimento de casos. Os dados recolhidos serão usados para o mapeamento e caracterização do fenómeno e para o reforço da prevenção e do combate ao bullying.

“Os impactos do bullying podem ser tão devastadores e incapacitantes, a nível psicológico, físico, sexual e social, que constrangem a tomada de decisão das vítimas de partilharem as suas vivências. É preciso não esquecer que o bullying pode resultar na morte das vítimas, por homicídio ou suicídio”, refere Sofia Neves, coordenadora científica do Observatório Nacional do Bullying e presidente da Associação Plano i, em entrevista ao EDUCARE.PT.

Na sua opinião, é importante reforçar mecanismos formais e informais de prevenção e combate ao bullying. “A formação especializada nesta área é fundamental para quem intervém em contexto escolar”, sublinha. Sofia Neves é licenciada em Psicologia e doutorada em Psicologia Social pela Universidade do Minho, professora auxiliar no Instituto Universitário da Maia (ISMAI) e investigadora integrada do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG – ISCSP/ULisboa).

EDUCARE.PT: As notícias mais recentes, divulgadas no ano passado, indicam que o bullying nas escolas desceu para metade em cinco anos. Em Portugal, apenas 7,3% dos estabelecimentos escolares reportaram pelo menos um episódio por semana, abaixo dos 14% da média da OCDE. Até que ponto estes números refletem a realidade?

SOFIA NEVES (SN): O retrato de qualquer realidade reflete apenas uma parcela da mesma. Nos casos específicos de vitimação, as evidências sugerem a existência de um elevado número de cifras negras, ou seja, casos que não são reportados às autoridades competentes e que, por isso, não constam das estatísticas oficiais. Em bom rigor, os números servem apenas como indicadores parciais da realidade.

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Fonte: Educare

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