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Balanço do arranque do ano letivo na escola pública – Lurdes Neves

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Nas escolas tem vindo a aumentar a preocupação sobre as condições em que se irá desenvolver este ano letivo 2020-2021.

 

Continua a reforçar-se a necessidade de cuidados acrescidos, sobretudo na prevenção, ou seja, promovendo-se a realização de testes gratuitos à comunidade educativa de uma forma imediata e quando se evidencie essa necessidade pelos contactos estabelecidos e/ou sintomas apresentados.

 

Urge a necessidade de fortalecer o corpo docente e valorizar o trabalho incansável que tem realizado nas escolas para se conseguir dar resposta à necessidade de serem colocados alunos em confinamento profilático e manter as aulas para os restantes. O próprio Primeiro-Ministro, no sábado passado, enalteceu o trabalho da comunidade educativa na abertura do ano letivo, defendendo que “seria, no mínimo, uma grande falta de respeito” que a sociedade não se empenhasse para evitar um novo confinamento devido à pandemia.

 

No entanto, para se garantirem as condições necessárias às aulas presenciais, continua a ser extremamente importante a uniformização de estratégias adotadas em cada escola e que, nas salas de aula e recreios, seja garantido o distanciamento adequado a observar em espaços fechados e não apenas os centímetros possíveis que resultam das normas impostas pelo Ministério da Educação dado o número de alunos por turma e sala de aula.

 

A proposta de vários órgãos nacionais tem sido no sentido de que sejam constituídos pequenos grupos, com a divisão das turmas, não sendo permitida a constituição de grupos com alunos de diferentes turmas, quer em determinadas disciplinas, quer em atividades de ocupação de tempos livres.

 

Acresce a necessidade de contratação de mais assistentes operacionais, uma vez que são necessários para assegurar os níveis indispensáveis de limpeza, desinfeção e segurança e as equipas terão de ser reforçadas, tendo em conta todo o trabalho e desgaste individual que implica.

 

Uma ressalva, novamente, para a premente utilização dos equipamentos de proteção individual, a possibilidade de realização de testes de diagnóstico perante a existência de casos de infeção e a divulgação constante e atualizada dos mapas com as escolas onde existem casos ativos de Covid-19.

 

 

E, no meio de todas estas necessidades, não poderemos esquecer que o trabalho da comunidade educativa continua a ser manter a possibilidade de se ser criança e se minimizarem as consequências desenvolvimentais e psicossociais dos tempos que vivemos.

 

Ou seja, continua a ser necessário que se garanta a liberdade das crianças e dos jovens num ambiente de atividade escolar normal, tendo em conta que começa a ser notória a desmotivação de muitos alunos perante as limitações ao seu espaço individual para brincar e crescer.

Lurdes Neves in Observador

 

 

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