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Ano Letivo | Um regresso, regras distintas

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O ÚLTIMO ANO LETIVO

Fechar até ao fim vs reabrir escolas

No primeiro pico da pandemia, encerrar escolas foi uma das medidas mais repetidas de país para país como forma de tentar controlar a propagação do vírus. Na Europa, Suécia, Islândia e Finlândia foram os únicos países a manter alguns estabelecimentos de ensino (dirigidos aos alunos mais novos) sempre a funcionar. E à medida que as economias eram retomadas, também o regresso às aulas presenciais foi ensaia­do, de forma quase sempre parcial e faseada. Foi o caso dos países nórdicos, República Checa ou Portugal. Já em Espanha e Itália as aulas presenciais não voltaram a realizar-se até ao final do ano letivo em nenhum nível de ensino. Segundo um inquérito do ECDC (Euro­pean Center for Disease Control) rea­lizado a 6 de agosto sobre a rea­bertura, e que foi respondido pelas autoridades de 15 países, seis registaram surtos em escolas e nove não identificaram nenhum (apenas casos esporádicos, sem infeções secundárias dentro do estabelecimento). No estudo, referido por Carla Nunes, da Escola Nacio­nal de Saúde Pública, concluiu-se também que esta retoma não originou um aumento significativo de casos na comunidade.

O REGRESSO ÀS AULAS

Das máscaras à medição da temperatura

Ainda que haja princípios de precaução partilhados por todos os países que já iniciaram o ano letivo ou que estão a prepará-lo — limpeza dos espaços e higie­nização das mãos, separação dos alunos por grupos e restrições em cantinas e ginásios —, as normas acabam por variar. Por exemplo, o uso da máscara é obrigatório a partir de idades diferentes (6 anos em Espanha e Itália, 10 em Portugal, 11 em França) e em alguns países, como Dinamarca, Norue­ga e Sué­cia, nem sequer está previsto. Já na Alemanha, depende dos espaços das escolas. O mesmo se aplica ao mínimo de distanciamento físico recomendado, que vai desde um metro, se possível, nas escolas portuguesas até dois metros noutras. Em Espanha, alunos e professores medem a temperatura diaria­mente, por cá o guião para as escolas estabelece que essa não é uma medida obrigatória “nem recomendada”. Os dias de quarentena também variam e estão em evolução, oscilando entre os 7 e os 14 neste momento. E há sistemas educativos que pre­veem o regresso exclusivamente presencial e outros que avançaram com um regime misto e em que os alunos alternam entre idas à escola e estudo em casa.

A evolução da pandemia em cada país e comunidade ditará depois o apertar ou o afrouxar das regras a cumprir em cada momento.

Expresso

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