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Amanhã, abrem as creches, 11.º e 12.º anos! Será o “rebenta a bolha”?

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A economia não aguenta mais tempo de confinamento, dizem os entendidos!

Os pais têm de começar a trabalhar e os filhos tem de regressar às creches…aos poucos teremos de nos habituar ao novo normal, como agora gostam de lhe chamar, mas há demasiadas questões que ficam no ar…

Desde já a enorme quantidade de assintomáticos que este vírus “provoca”, os especialistas falam num número de infetados 14 vezes superior aos diagnosticados, o que quer dizer que serão aos milhares!

Outra questão é qual a real vantagem de abrir o 11.º e 12.º ano? Será que com essa idade não seria preferível manter o ensino à distância e adiar os exames, por exemplo?

Diz António Costa que este mês e meio servirá para treinar setembro, mas eu pergunto qual o programa para setembro?

Já se vai ouvindo que em setembro se irá manter o ensino à distância, o #estudoemcasa, mas nada ainda foi dito em concreto. Quem está a planear setembro tem algum conhecimento das escolas por esse Portugal fora, ou só a localização por google Maps?

Sobre setembro, mesmo que o tempo aperte, tenho esperança que o estejam a preparar…

Mas sobre amanhã pergunto quem assume a responsabilidade de se criarem por esse pais fora, vários focos de contágio entre a comunidade escolar e pessoal de creches?

Imaginem uma educadora ficar contagiada, fecha-se a instituição? Substitui-se a educadora? E os alunos não terão ficado contagiados? Ficam todos de quarentena?

Imaginem um aluno com covid assintomático que no primeiro dia de escola contagia mais 3 ou 4 colegas e a professora! Como fica essa turma? Quais as soluções? Contrata-se outro professor? Mas se o período de incubação pode ir até 14 dias, em quanto tempo colocam um novo professor?

Quererá o professor arriscar? Continuarão os alunos a frequentar a escola sabendo que o colega estava com covid? Não estarão também eles?

Qual o real custo (até de vidas)/ benefício destas medidas?

Não podíamos dar por terminado o ano letivo? Passar administrativamente os alunos?

O acesso às universidades não poderia ser da responsabilidade destas?

Não seria mais importante estarmos neste momento canalizar forças, verbas e energias na preparação de setembro?

Para setembro impõem-se algumas questões:

  • Qual o número de alunos por turma?
  • Quantos professores a mais serão necessários?
  • Haverá alteração dos currículos?
  • Quais as perspectivas relativas à migração de alunos do ensino privado para o ensino público?Perspectiva-se que devido à situação económica do país no pós-covid-19, haja uma migração de alunos do ensino privado para o ensino estatal, pelo que um aumento de turmas em algumas escolas poderá ser uma realidade.
  • Pretende o Estado apoiar as famílias para evitar possível migração?
  • Como se prevê fazer a monitorização da temperatura a alunos e professores?
  • Quem fornece as máscaras? Serão de uso obrigatório em contexto escolar?
  • Qual o número de turmas em simultâneo que cada equipamento escolar alberga para que se cumpra com as regras básicas de distanciamento social?
  • De que forma poderá a escola recuperar a confiança dos pais?
  • Qual a responsabilidade de cada organismo, Ministério da Educação (ME) e câmaras no processo de implementação de medidas?
  • Já que vão abrir amanhã, como pretendem monitorizar a reabertura de Maio e Junho para melhor planear Setembro?

A estas questões já deixei algumas sugestões Professores, planear Setembro: questões e soluções

Espero que tudo corra bem, amanhã! Estarei a torcer por quem tem de voltar!

Alberto Veronesi

 

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