Início Importados - Educação “A exigência será a mesma nos exames” – Tiago Brandão Rodrigues

“A exigência será a mesma nos exames” – Tiago Brandão Rodrigues

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Terça-feira, 150 mil alunos do secundário iniciam a 1ª fase dos exames nacionais, este ano atrasada por causa da pandemia.

Tendo em conta as desigualdades que existiram no 3º período, entre escolas e alunos, faz sentido condicionar o acesso ao ensino superior à realização de exames, iguais para todos?

O Ministério tomou um conjunto de opções. Uma delas, ao contrário do que fizeram outros países, foi manter as avaliações e evitar passagens administrativas, como aconteceu em Espanha e Itália. Em França e no Reino Unido desistiram de fazer as provas de acesso. Quisemos evitar isso e manter o sistema de acesso ao ensino superior o mais próximo possível do que tínhamos antes.

Mas tudo mudou este ano letivo, com desigualdades agravadas. Os exames não são mais um fator de injustiça?

Em Portugal existe um consenso generalizado em torno dos exames. Concordando-se mais ou menos com eles, são reconhecidos por todos. Tivemos de tomar a decisão no pico do surto. Era arriscado, mas foi a nossa opção. Os alunos apresentam-se a exames que avaliam conteúdos de dois anos (no caso das provas do 11º) e três anos (no 12º). No fundo, tiveram presencialmente cinco períodos de seis possíveis, ou oito períodos de nove possíveis. Ou seja, parte substancial da matéria avaliada foi dada presencialmente. Para minimizar a possível falta de equidade por poderem existir algumas aprendizagens menos conseguidas nos últimos três meses, transformámos os exames, fazendo com que um conjunto de itens seja de opção. Isso praticamente elimina a possibilidade de termos alunos obrigados a responder, para terem máxima pontuação, a matéria que aparecia agora neste período.

No grau de dificuldade dos exames haverá também ajustes?

Em nenhum momento a exigência foi posta em causa e também não o vai ser nestas duas fases de exames.

A máscara vai ser obrigatória durante as provas?

São essas as orientações.

O que vai acontecer aos alunos que, por estarem positivos ou em isolamento profilático, não possam ir à 1ª fase?

Este ano os exames não contam para a conclusão do secundário, apenas para o acesso ao superior. Foi feita uma proposta para que as notas destes alunos obtidas apenas na fase de setembro possam ser usadas na 1ª fase do concurso nacional de acesso. Em breve teremos resposta.

Como os exames não vão contar para as classificações finais, há o risco de o fenómeno de inflação das notas internas aumentar, pervertendo o acesso ao superior. Que trabalho fez a Inspeção-Geral de Educação para o evitar?

Cem escolas receberam a visita da IGE, para que não houvesse a tentação de subir notas e pudesse ser mantida a equidade. Esse trabalho foi feito.

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