Início Editorial A “bolha” só existe na cabeça do ministro…

A “bolha” só existe na cabeça do ministro…

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Na recente entrevista à revista Visão, diz o ministro da educação que os casos de covid19 nas escolas são residuais e que como estas estão todas a funcionar em bolhas, torna-se fácil detetar o caso e isolar a bolha evitando assim o descalabro.

Ora bem, estas afirmações não seriam graves se não fossem falsas.

Os casos são residuais porque impera a lei da rolha!

Além disso, quem está todos os dias na escola percebe que a única bolha que existe é aquela que fez com que o ministro achasse que , copiando lá de fora, o sistema de bolhas resultaria numa escola pública portuguesa. Onde, sabemos nós, falta quase tudo, todos os dias.

A essa bolha podemos chamar-lhe gabinete!

As afirmações, não seriam graves se não colocassem a nu, das duas uma, ou desconhecimento de causa, gritante, do ministro, ou o conhecimento de causa e a mentira descarada para o pagode ler.

Estas afirmações são tão graves como aquelas onde se diz que não haverá falta nem de professores nem de auxiliares, já havendo.

Estas afirmações são tão graves como aquela em que dizia ao Expresso, para o pagode ler, que podiam desdobrar turmas e horários, esquecendo-se de dizer que só se isso não implicasse aumento de despesa.

É assim que a educação de há anos a esta parte é vista pelos sucessivos governos.

Ficou bem claro que as “míticas” expressões “se possível” queriam na verdade dizer se houver dinheiro, sabendo de antemão que não haveria.

É tudo uma enorme desonestidade, pena que ninguém reaja com a desculpa que os tempos são difíceis e temos que trabalhar com o que temos.

É como mandar o filho às compras e dizer-lhe que compre aquilo que for possível, não lhe dando sequer dinheiro para a mão!

Uma vergonha!

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